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CONFORT
AMBIENTAL EN ESPACIOS ABIERTOS
Dres. Leonardo
Monteiro y Marcia Alucci
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Si
establecer predictivamente las condiciones ambientales
en un espacio interior confinado no es tarea sencilla
y requiere de la utilización de complejos programas
de cálculo, mucho más intrincado es querer
predecir las condiciones de confort ambiental cuando
se trata de espacios abiertos.
Es que a las variables que intervienen
para modificar las condiciones ambientales en un espacio
interior (temperaturas de bulbo seco y radiantes, humedades
absolutas y relativas, movimiento del aire interior,
radiación solar incidente sobre elementos opacos
o penetrando a través de elementos vidriados,
etc.) se agregan, cuando se trata de un espacio exterior,
la acción del viento y/o de la radiación
solar actuando libremente sobre las personas, a no ser
que algún elemento se lo impida.
Sin embargo es necesario, a pesar de
la dificultad, tener elementos de análisis o
de cálculo que se aproximen en sus resultados
a las situaciones reales, dado que en nuestras ciudades
actuales, mucha gente pasa mucho tiempo en las calles,
plazas o parques, en eventos deportivos o artísticos
o sea utilizando espacios exteriores. Por lo tanto para
evaluar condiciones existentes o para acompañar
a los diseñadores y paisajistas en su tarea creativa,
se torna imprescindible contar con herramientas fiables
de análisis.
Para alcanzar este objetivo, los Dres.
Leonardo Marques Monteiro y Marcia Peinado Alucci de
la Universidad de San Pablo están realizando
una minuciosa investigación en la que se realizan
tareas de campo con gran despliegue y en las que intervienen
numerosos grupos de voluntarios. Veamos el relato que
hacen de sus experiencias e investigaciones:
CONFORTO TERMICO EM ESPACOS
ABERTOS E TEMPERATURA EQUIVALENTE DE PERCEPCAO
Levantamentos Empíricos
A fim de verificar os resultados dos
modelos preditivos, foi realizada uma série de
levantamentos de campo, para os quais se definiu o seguinte
procedimento. Foram estabelecidas três bases para
determinação das diversas variáveis:
uma primeira a céu aberto, uma segunda sob copa
de árvores e uma terceira sob cobertura têxtil
Uma base, a 10m de altura, foi estabelecida para referenciar
as variáveis ambientais, situando-se espacialmente
entre as três bases citadas. No total, cento e
cinqüenta pessoas foram entrevistadas em cada uma
das três bases, em seis horários diferentes.
A execução operacional dos levantamentos
foi realizada da seguinte maneira. Estabeleceram-se
dois grupos de setenta e cinco pessoas. Realizaram-se
os procedimentos com o primeiro grupo nos três
primeiros horários, repetindo-se os procedimentos
com o segundo grupo nos três horários seguintes.
Cada grupo foi subdividido em três, cada um de
vinte e cinco integrantes. Cada subgrupo dirigiu-se
a uma base. Na primeira base, todas as pessoas receberam
etiquetas identificadoras (A01-A25, B01-B25, C01-C25),
responderam um questionário para verificação
de características gerais (sexo, idade, peso,
altura) e aclimatação (locais onde já
viveu e por quanto tempo) e foram fotografadas (em grupos
de cinco) para posterior identificação
da vestimenta. Após esses procedimentos iniciais,
todos ficaram vinte minutos expostos às condições
ambientes locais, para em seguida receberem um questionário
de percepção e preferência de sensação
térmica (Figura 2). Neste questionário,
perguntou-se também se alguma peça de
roupa foi alterada desde o momento do registro fotográfico.
Depois de respondidos, os questionários foram
recolhidos e cada grupo se dirigiu à próxima
base, onde permaneceram por mais vinte minutos, realizando
o mesmo procedimento até terem passado pelas
três bases. O segundo grupo de setenta e cinco
pessoas passou pelos mesmos procedimentos, trocando
de bases em sentido inverso ao do primeiro grupo. Os
levantamentos foram realizados para dias de verão
e de inverno.
Ver: Questionário
de percepção e preferência de sensação
térmica.
Os equipamentos utilizados em cada base serão
aqui sucintamente descritos. Na base a céu aberto,
foi utilizada uma estação meteorológica
marca ELE modelo EMS com sensores de temperatura e umidade
do ar, velocidade e direção do vento modelo
e piranômetro Eppley, registrando-se os dados
em data logger marca ELE modelo MM900 EE 475-016. Na
base sob cobertura arbórea utilizou-se estação
meteorológica Huger Eletronics modelo GmbH WM918,
com sensores de temperatura e umidade do ar, velocidade
e direção do vento, armazenando-se os
dados diretamente em microcomputador portátil.
Na base sob cobertura têxtil tensionada utilizou-se
estação Innova 7301, com módulo
de conforto (sensores de temperatura, umidade e velocidade
do ar) e de estresse térmico (do qual se utilizou
o termômetro de globo) registrando-se os dados
em data logger de conforto térmico da mesma marca,
modelo 1221. Na base a 10m de altura utilizou-se estação
meteorológica semelhante (modelo GmbH WM921)
à da base sob copas de árvores, enviando-se
os dados para microcomputador portátil através
de ondas de rádio. Os registros realizados pelos
equipamentos se deram em intervalos de um minuto. Em
cada uma das três bases, foi montado um set com
dois termômetros de globo. Os globos de latão
utilizados apresentam diâmetro de 17 cm. Em cada
set, pintou-se um globo de preto fosco e outro de cinza
médio fosco. Os termômetros utilizados
em cada globo são de mercúrio. A leitura
e o registro dos dados deram-se a cada dez minutos.
Dada o grande número de pessoas mobilizadas para
o levantamento de campo em questão, decidiu-se
pela realização de medições
extras das variáveis ambientais caso houvesse
algum problema com o registro eletrônico em curso.
Assim montou-se um set com um termohigrômetro
marca Homis modelo 229 e um set com quatro anemômetros
marca Homis modelo 209 em cada uma das bases.

Fig. 1
Vista de tres tipologías de espacios
abiertos
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Fig. 2
Equipamientos utilizados
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RESULTADOS DA PESQUISA
Como resultados atuais da pesquisa em andamento, serão
apresentados: (1) um quadro comparativo de classificação
dos modelos, (2) uma proposição de critérios
para comparação de resultados dos modelos,
(3) resultados comparativos entre simulações
preditivas e dados coletados em levantamentos de campo,
e (4) proposição de um índice de
Temperatura Equivalente Percebida (TEP), para avaliação
das condições de sensação
térmica
1. Classificação dos modelos
Para facilitar a consideração dos resultados,
foi realizada uma classificação dos modelos
estudados, considerando conceitos modelares e modais.
Consideraram-se ainda os seus respectivos índices,
segundo o critério de interpretação
apresentado. Assim, os modelos foram classificados segundo
dois critérios: o objeto de predição
e o método predominante de modelagem. Segundo
o objeto de predição, tem-se a consideração
ou do esforço fisiológico (cujos índices
são comumente referidos como de estresse térmico),
ou da sensação térmica (cujos índices
são comumente considerados como de conforto térmico).
Com relação ao método predominante
de modelagem, tanto os modelos de esforço fisiológico
quanto os modelos de sensação térmica
podem ser subdivididos em modelos numéricos e
modelos analíticos, segundo sejam, respectivamente,
adotadas abordagens predominantemente indutivas ou dedutivas
(ver Tabela 1). Já os índices foram classificados
segundo o seu principal critério interpretativo.
Assim, os índices considerados baseiam-se predominantemente
em um dos dois seguintes critérios: analogia
ou parametrização. Quando a interpretação
é realizada através de analogia, verifica-se,
invariavelmente, a adoção de temperaturas
equivalentes. Estas são temperaturas equivalentes
de referência, no caso de modelos de esforço
fisiológico, e temperaturas equivalentes de sensação
térmica, no caso dos modelos que têm esta
como objeto de predição. Em ambos os casos,
é habitual o estabelecimento posterior de faixas
interpretativas para os valores das temperaturas equivalentes.
Nos casos em que não ocorre um processo analógico,
observa-se o estabelecimento de um parâmetro específico,
ou ainda da relação entre diversos parâmetros.
No caso de índices de estresse térmico,
os parâmetros são fisiológicos.
Já com relação aos índices
de conforto térmico, tem-se parametrização
através de variáveis fisiológicas
ou através de escalas arbitrárias de valores.
Em ambos os casos verifica-se posterior correlação
dos valores encontrados com respostas subjetivas. Assim,
ainda que nas duas situações tenha-se
uma interpretação qualitativa subjetiva,
convencionou-se aqui a divisão dos índices
parametrizados segundo a utilização de
parâmetros ditos fisiológicos ou qualitativos.
Estes foram assim chamados porque a escala de valores
é arbitrada pelas respostas subjetivas, recaindo
a ênfase no caráter qualitativo. Já
aqueles foram assim chamados porque a escala de valores
é determinada efetivamente pelo parâmetro
ou relação de parâmetros fisiológicos.
Ver: Tabela
1-Proposta de classificação dos modelos
e índices levantados.
2. Critérios de comparação
Para a realização da comparação
entre os diversos modelos foram estabelecidos três
critérios que estão baseados na correlação
entre os resultados fornecidos pelos diversos modelos
e os resultados encontrados no levantamento de campo,
levando em consideração os valores médios
obtidos em cada uma das trinta e seis situações
levantadas. Assim, para cada modelo, a consideração
dos resultados é realizada através, primeiramente,
da correlação entre os resultados do parâmetro
adotado pelo modelo e os resultados, em termos de respostas
subjetivas de percepção de sensação
térmica, do levantamento de campo. O segundo
critério é a correlação
entre os resultados do índice do modelo e os
resultados, também em termos de respostas subjetivas
de percepção de sensação
térmica, do levantamento de campo. Por fim, é
considerada a porcentagem de equivalência de respostas
do índice para os casos em que haja a possibilidade
de estabelecimento de correlação lingüística
entre as faixas interpretativas deste e as utilizadas
no levantamento de campo. As faixas de interpretação
dos valores dos índices podem ser encontradas
nas referências mencionadas neste artigo e em
Monteiro (2005a e 2005b). Com relação
aos índices baseados em temperaturas equivalentes,
utilizaram-se as faixas interpretativas propostas por
De Freitas (1997). Ainda que o autor aponte a utilização
desse critério apenas para os índices
baseados em temperatura efetiva, adotou-se o mesmo para
os demais casos, por falta de outras referências
bibliográficas (exceto para o caso do STI, em
que se utilizou Blazejczyk, 1996).
3. Resultados Comparativos
A Tabela 2 apresenta os resultados em termos correlativos
e de percentual de acerto preditivo. A tabela 3 traz
os limites microclimáticos e das variáveis
pessoais considerados para as correlações
no conjunto de levantamentos e simulações
realizados.
Ver: Tabela
2:-Módulos das correlações entre
resultados empíricos e das simulações.
Ver: Tabela
3: Valores limite observados para as variáveis
ambientais.
4. Proposição da Temperatura Equivalente
de Percepção (TEP)
Ao se considerar os diversos modelos preditivos de conforto
térmico, observou-se a tendência em se
adotarem temperaturas equivalentes no lugar de escalas
interpretativas. Considerando-se a aplicação
para espaços abertos, índices de temperatura
equivalente apresentam algumas vantagens. Não
precisam, em princípio, de escalas interpretativas,
uma vez que fazem referência a uma situação
equivalente de comparação. Por não
precisarem de escala interpretativa, podem ser utilizados
individualmente como valores de referência para
sensação térmica, uma vez que consideram
as diferentes variáveis ambientais e apresentam
interpretação de caráter indutivo.
Para a proposição de uma equação
que fornece valores de temperatura equivalente, assumiram-se
aqui as seguintes condições para o ambiente
de referência: temperatura radiante média
igual à temperatura do ar: trm = tar; velocidade
do ar aproximadamente igual a zero: var = 0,1 m/s; umidade
relativa igual a cinqüenta por cento: UR = 50%.
Baseando-se essas assunções, pode-se estabelecer
relação entre a temperatura equivalente
a ser proposta e as sensações previstas
pelos levantamentos e campo. Desta forma, correlacionando-se
as variáveis ambientais das setenta e duas situações
levantadas e o valor médio de percepção
de sensação térmica verificado
em cada uma delas (tendo como base os resultados dos
1750 questionários aplicados), e realizando-se
as considerações teóricas e adaptações
numéricas apresentadas por Monteiro e Alucci
(2009), tem-se, para pessoas em espaços abertos
com vestimentas adequadas à situação
climática em questão, a proposição
da seguinte equação:
TEP = -3,777 + 0,4828 · tar + 0,5172 ·
trm + 0,0802 · UR - 2,322 · var
Em resumo, a temperatura equivalente percebida (TEP)
de um dado ambiente pode ser sucintamente definida como
uma escala de sensação térmica
que apresenta valores numericamente iguais aos da temperatura
do ar de um ambiente de referência (tar=trm, UR=50%
e var=0) em que se verifica o mesmo valor médio
de percepção de sensação
térmica que no ambiente em questão.
Destaque-se que o modelo apresenta correlação
de 0,93, com p<0,001, e 96% de acertos preditivos
considerando os dados dos demais levantamentos empíricos.
Observando-se os resultados da Tabela 2, nenhum outro
modelo apresenta resultados tão significativos.
Ressalta-se, contudo, que a equação foi
obtida a partir de dados compreendidos em determinadas
situações ambientais e que a utilização
em outras situações depende da verificação
de correlação de resultados de possíveis
extrapolações com dados observados. Os
limites verificados no levantamento de variáveis
ambientais são os apresentados na Tabela 3. Ainda
que a vantagem de temperaturas equivalentes seja a possibilidade
de interpretação intuitiva de seus valores,
é também interessante a existência
de escalas interpretativas, uma vez que a interpretação
intuitiva só é possível após
a exposição a vários ambientes
e o conhecimento de suas respectivas temperaturas equivalentes.
Deste modo, apresenta-se na Tabela 4 as faixas para
interpretação do índice de temperatura
equivalente percebida, em função dos valores
médios de sensação térmica.
Ver: Tabela
4: Faixas interpretativas para a temperatura equivalente
percebida (TEP).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O objetivo desta pesquisa foi verificar a aplicabilidade
de diferentes modelos preditivos de conforto térmico
em espaços abertos, comparando seus resultados
e propondo uma nova modelagem por meio de abordagem
específica. A classificação proposta
e os critérios estabelecidos para comparação
dos resultados permitem aproximações sucessivas
dos modelos em estudo. A primeira correlação
verifica o potencial do modelo, em termos do parâmetro
adotado, ou da relação entre parâmetros
adotada, para prever a sensação térmica.
A segunda correlação aponta o potencial
do índice de interpretação do modelo.
A terceira correlação fornece, efetivamente,
uma quantificação dos acertos, em termos
de predição, do modelo e de seu respectivo
índice.
A nova modelagem proposta, representativa das situações
urbanas específicas estudadas na cidade de São
Paulo, é derivada de tratamento estatístico
da base de dados empírica, análise de
modelos e proposição de temperatura equivalente
percebida. Verifica-se que a correlação
dos resultados preditivos modelares encontrados (0,93)
são mais significativos que de qualquer outro
modelo, mesmo calibrado (Monteiro e Alucci, 2007b).
Ainda que seja de se esperar que, na comparação
de um modelo com os demais, na qual o critério
de comparação seja uma base empírica
da mesma localidade geradora do modelo, tenham-se melhores
resultados correlativos do próprio modelo, não
se pode negar a conclusão de que um simples modelo
linear gerado, dada uma população adaptada
a determinadas condições climáticas,
é de mais fácil utilização
e apresenta melhores resultados que qualquer outro modelo.
Tem-se, assim, a verificação de que a
predição de conforto térmico em
espaços abertos requer modelos com calibração
e validação específicas para dada
população adaptada a determinadas condições
climáticas."
Para más información
ver:
- Antecedentes
analizados para esta investigación
- Bibliografía
utilizada.
Para consultas: Dr.Leonardo M. Monteiro
leo4mm@gmail.com
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